querido diário,
lembra quando eu te criei, a uns bons 4 anos atrás? eu realmente escrevia coisas aqui como se fosse um diário, um desabafo mais direto sem pudores nem vergonha? ninguém entrava aqui, e isso me dava uma certa liberdade de expressão. aí, com o tempo, acabei te mostrando pra algumas pessoas, fui ficando envergonhado, aí te fechei. arranquei todas as páginas antigas e joguei fora. fiquei um tempo conversando e reclamando pras paredes, um bom tempo na verdade. mas eis que me lembrei de você no fim do ano retrasado, precisava desabafar com alguém além das paredes já marcadas por meus punhos. foi bom, saciava a vontade de escrever aliada com a pressão absurda do meu antigo emprego. mas aí, novamente, sua localização caiu no ouvido de algumas pessoas e me tornei restritivo novamente, escrevendo só o que me convinha. mas novamente, cheguei num ponto onde ninguém mais sabe que você existe (mesmo eu nunca tendo trocado você de lugar), e agora posso conversar contigo numa boa.
ultimamente (por incrível que pareça) eu senti falta da waltz alone. acredita? pois é, nem eu. mas senti. do clima menos complicado e menos profissional, acho que no aéreo a gente presou tanto por isso no começo, e agora que estamos tomando proporções maiores isso tá começando a ser deixado de lado, e a banda está sendo encarada como uma 'banda', e não a roda de amigos fazendo barulho. isso tem me deixado inquieto nos últimos dias, mas acho que é só fase. depois que acabar o cd, voltamos ao normal (espero).
no mais, tudo certo, algumas incertezas, stress no trabalho, gripe e comendo no subway. e ah, claro, tomando muito café. e engraçado, pensando demais em certas coisas que eu prometi pra mim mesmo que não ia deixar me preocupar. mas fazer o que né, eu sou previsível pra cacete, fala sério. enfim, eu até queria falar mais só que eu já vou deitar.
por enquanto creio ser só isso. amanhã acho que volto.