quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

outlane, parte II

continuação do post anterior, era legal dar uma lida por cima.


falei com o pedro no msn, liguei pro thiago, de repente tava tudo acertado.
a outlane ia voltar.
deixar rolar, ver o que saía, foram essas as palavras que ficaram na mente. então, marcado. pedro chegou de tarde, thiago chegou um pouco depois. conversas, abraços, sons antigos tocados de qualquer jeito. e a idéia. um som novo. aquele material antigo, representava muito pra gente, mas algo que já passou. todos estão mais maduros, porque não começar do zero?

aquela intro, bases, riffs, e a letra? entra no blog do pedro, vamos caçar uma letra. pronto. adapta. canta aí, vê como fica. po, e se transpassar o vocal aqui? ah, vou ligar pro batoré subir pra ver qual é a do som. ele chega, opina, e ae, vai tocar com a gente mesmo? confirma. e especula-se o primeiro ensaio em estúdio, pra tirar aquele som que àquela altura ainda não tinha um nome.

lá pela quinta ou sexta, falei com o thiago, liguei pro pedro e pro batoré, pô, rola? sim, rola. então tá. segunda de noitinha, umas 7 horas. o final de semana passou voando, a ansiedade num parava de aumentar.

acordei segunda com o sono usual, na hora de sair peguei a mochila (um pouco mais cheia) e a guitarra. ah, como foi bom, passar pelo portão e pegar o ônibus sabendo que eu ia ensaiar depois do trabalho. fui pro escritório e fiquei vidrado no relógio. deu 6 horas, eu desliguei tudo e fui. comprei um jogo de corda só por segurança, e fui. cheguei no metrô vila mariana em cima da hora, o thiago já tava lá, esperando. o lipe apareceu bêbado mas foi embora rápido. nem 3 minutos depois, o kbl0 aparece, dizendo que o batoré já tava lá fora. faltava só o pedro.

de repente, eu vejo um rosto familiar numa cabeça careca. lá vem ele, com o baixo nas costas. vamos todos pro escort verde do batoré, o kbl0 vai de espectador. eles nem sabiam, mas minha barriga estava na era glacial. a ansiedade tava no pico.

entra no estúdio, liga os instrumentos, brinca um pouco, então chega a hora. um, dois, três, vai. começa a intro, aí entra o breakdown. caralho, era isso! isso que eu procurei tanto na waltz alone e no nix, e nunca consegui achar. era a outlane. finalmente, aquele som entrava em meus ouvidos e minha cabeça rodava, porra, era isso que eu procurava, tocar com eles de novo, e eu senti todas aquelas coisas que sentia no começo de 2004 quando a gente tocou rosto no escuro pela primeira vez. eu e o thiago mandando riffs na guitarra e vocais, pedro mandava suas linhas overpower, batoré mandava suas características ghost notes, e estava fechado.

aquela sensação de tocar pela música, tocar, tocar, apenas tocar, ah! a outlane estava de volta, aquele meu sonho estava de volta, e eu me senti vivo. eu peguei fogo.

voltei pro estúdio junto com aqueles dois caras que eu mais curtia tocar. de quebra, mais um irmão na parada, dividindo aquele sonho com a gente. nossa chama agora brilha mais do que nunca.



fazem dois dias, mas eu ainda estou sentindo arrepios.